Arquivo da categoria ‘Nove teses da Rua Augusta’

Beleza bigode, tu terminou as 9 teses, e agora? Agora acabaram as gracinhas, os spams, fecha o blog, passa a régua? Não, camarada prego, de maneira alguma. Agora esse blog se dedicará a crônicas, críticas, editoriais e coisas a fim. Porque é sobre isso que se trata esse blog. As teses nasceram para justamente nortear [...]

Para quem já voltou a pé da balada, para quem já foi a pé para a balada ou mesmo para quem já viajou longas distâncias, sabe que o caminhar físico leva também ao caminhar mental, sabe que um assunto puxao outro, mesmo dentro da cabeça da gente, ao percorrer a cidade percorremos também o labirintos [...]

Antes de qualquer coisa, assistam o vídeo abaixo. Entrega o final, então tem “spoiler”; mas o filme é de 1982 e sem assistir essa cena toda a nossa conversa vai ser absolutamente sem pé nem cabeça. Assistiu?Não? Volta e assiste. Pronto, agora a gente pode continuar. Isso se chama síndrome do stress continuado, no meio [...]

Pra mim música sempre foi como terapia. Catarse assim. Não que eu fique lá, destilando escalas, como se isso fosse qualquer coisa que preste. Nunca liguei pra tocar rápido. Um monte de notas para mim sempre foi só isso: um monte de notas. Não, não eu. Quando comecei gostava de barulho, de intensidade, daquela parede [...]

Eu não roubo no troco, não corto fila, tento ser educado com todos, tento sempre fazer o que acredito ser o certo. Mesmo que tudo em volto buzine e berre e grite na direção oposta. Não faço o que faço por um imperativo categórico, por medo de uma punição metafísica ou esperando uma recompensa do [...]

O nada é uma impossibilidade física. O nada não pode ocupar lugar no espaço, ou seria matéria. Não pode ter cor, não pode ter volume. O nada não pode ter movimento, massa, área ou comprimento. A mera ausência de matéria não é O NADA, é o Vácuo. E nem mesmo o vácuo é muito tolerado: [...]

Infelizmente, meu querido e insistente prego, a vida não é software livre, você não tem acesso ao código fonte e não tem reprogramar as coisas. As coisas estão assim, estavam assim quando a gente chegou tentando descobrir tudo pela nossa interface, talvez ainda estejam assim ainda por um bom tem. (Note que evito dizer que [...]

Tu é um prego. É triste, mas é verdade: Tu é um prego. Se ajuda saber, eu também sou, todo mundo é. Isso é uma parábola, então tu é figurativamente um prego, ok? (Me avisaram que é preciso dar ênfase à certas figuras de linguagem) Somos pregos porque quando chegamos aqui (nesse plano, vida, etapa, [...]

Nem sempre se tem pronta, assim feito fast food, a palavra que precisa para expressar o que se quer. As vezes ela não existe, então inventamos uma. As vezes apenas não a conhecemos, então inventamos uma. Ou gambiarramos. Sim sim, eu gambiarro e você também. Ou nunca usou uma palavra que dava na trave e [...]

A gente pega o bonde andando e não tem como sentar no colo do motorista, nem na janela, e nem perguntar o rumo para o cobrador! As estações, as paradas, quantos pontos faltam até chegar no final… Esquece, senta aí e aproveita o passeio o melhor de quer, e nem sempre dá para aproveitar muito. [...]