A parábola do prego (ou ter a cabeça firme nem sempre é bom)

Tu é um prego. É triste, mas é verdade: Tu é um prego. Se ajuda saber, eu também sou, todo mundo é. Isso é uma parábola, então tu é figurativamente um prego, ok? (Me avisaram que é preciso dar ênfase à certas figuras de linguagem)

Somos pregos porque quando chegamos aqui (nesse plano, vida, etapa, móvel, superficie, planeta, esfera de existência, chame como quiser) vemos apenas a superfície das coisas, apesar de nessa época sermos capazes de transitar livremente para lá e para cá. Somos pregos que ainda tem a possibilidade de esburacar qualquer lugar, estamos apenas colocados em um ponto. Colocados em um ponto pelas mãos de outros, é bom sempre deixar claro.

Entendeu agora?

Obviamente, somos superficias e volúveis nessa época, o que torna a coisa toda bem simples e incompreensível aos nossos olhos. Não temos ferramentas para compreender as coisas.

Então o que fazemos? Apredemso que precisamos ter profundidade, que precisamos ir além da superfície. E assim nos apresentam o nosso martelo. E ele nos aperta, achaca, afunda para que entremos bem dentro, para que ganhemos profundidade, para que fiquemos até as cabeças atoladas na mesma parede com os outros preguinhos.

Simples não? Sim, conforme vamos ganhando cultura, racionalidade, adquirindo um olhar sobre as coisas, podendo entendê-las melhor, somos pressionadas para dentro: Martelados. Nossa compreensão se aprofunda, mas nossa mobilidade acaba.

Quanto mais somos empurrados para dentro, mais e mais profundamente somos capazes de entender o ponto em que estamos, e mais e mais se torna dificil a compreensão de outros pontos, dos outros pregos, mais difcíl se torna ver que há mais do que um tijolo na parede e ainda mais difícil ainda ver que há outras paredes. Quando fomos pregados até o fim, quando nos enterram a dentro da superfície, se torna impossível mudar de lugar.
E agora a gente vira e se pergunta: Despregar como? Um prego não tem braços, certo?

Certo, mas para despregar você vai como um prego: leva a cabeça aonde o corpo não está! E sai do lugar.

Nós, pregos espertos que somos (falei que tu era um prego, nunca que não tinhas cabeça!) inventamos as antenas: figurativas, analógicas, digitais ou fiolósicas! Antenas que nos conectam com o mundo, antenas que nos fazem estar em lugares que nem sempre nossos corpos de pregos, pregados, não podem ir!

Tu é um prego amigo, não é desculpa pra ficar parado.

Somos e seremos sempre móveis, mesmo que as vezes, e eu entendo bem que isso acontece, as vezes não pareça ser mais possível se desenterrar.

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