Acesso ao código fonte (ou Let me see the matrix)

Infelizmente, meu querido e insistente prego, a vida não é software livre, você não tem acesso ao código fonte e não tem reprogramar as coisas.

As coisas estão assim, estavam assim quando a gente chegou tentando descobrir tudo pela nossa interface, talvez ainda estejam assim ainda por um bom tem. (Note que evito dizer que elas são de um jeito, e principalmente que sempre serão, a história mostra as mudanças constantes nas sociedades humanas, apesar de muitos adorarem entoar, quando não ter argumentação embasada e objetivo, que as coisas sempre foram e sempre serão exatamente como são hoje)

Mais de uma vez na vida a gente senta no nosso canto e pensa: Será que isso é verdade? Quantas histórias absolutamente contraditórias a gente não conhece? E é absolutamente impossível de se chegar e afirmar com 100% de certeza: Essa aqui é a verdadeira, a outra é uma layout enganador.

Não estou falando de fatos históricos documentados. Estou falando exatamente daquele tênue espaço que existe entre a ideologia, a filosofia e a pura invencionice. Estou falando muito mais de moral do que de leis, muito mais de convicções sociais do que dados científicos.

Todas as “verdades” são assim: Nem tão verdadeiras assim. A gente só tem acesso ao layout, as ferramentas, não tem um botão do lado esquerdo da mente, que a gente clica e escolhe “Exibir código fonte” – Isso não rola.

Tive um grande professor no colégio que dizia que a humanidade sempre usa lentes para olhar a realidade, que é impossível olhar a olho nu. E que o nome que damos a diversas lentes com as quais olhamos chama-se cultura. Elas viram de forma, tamanho, capacidade de análise e durabilidade, mas invariavelmente estão lá, nos ajudando e ao mesmo tempo atrapalhando a nossa visão da realidade.

E agora bigode? Não temos acesso ao código fonte, o que fazer? O melhor navegador de realidade tá dentro da sua cabeça, prego. Use todas as ferramentas que puder. Parece simples mas não é. As pessoas, em sua maioria, tem preguiça de pensar. É mais fácil ser ovelha. Sempre foi e sempre será.

O pensamento próprio é muito mais difícil de manter, de sustentar, de criar que o pensamento de rebanho: Porque discordar? Porque questionar? Porque tentar? Por apenas não apenas seguir? Por que não ovelhas? Por que não: “faça como lhe foi dito” e apenas isso? Por que não. Precisa mesmo explicar?

Não temos acesso ao código fonte… é verdade.

Mas ainda não somos ovelhas.

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