JCVD como confirmação da teoria do nada (ou Como que pode ser tão chato)

O nada é uma impossibilidade física.

O nada não pode ocupar lugar no espaço, ou seria matéria. Não pode ter cor, não pode ter volume. O nada não pode ter movimento, massa, área ou comprimento.

A mera ausência de matéria não é O NADA, é o Vácuo. E nem mesmo o vácuo é muito tolerado: a matéria sempre teima em querer equilibrar as coisas e preenchê-lo.

O nada, por sua própria definição, não existe, e se existisse deixaria de ser nada e seria algo.

Ele pagando de soldado veterano boladão.

E, mesmo assim, existe Jean Claude Van Damme, os filmes do JVCD, os personagens do JVCD e principalmente o JVCD em si e por si só. Mas justiça seja feita: o Grande Dragão Branco é um puta filme, mas nem a história, nem o personagem são do Van Damme, mas pertencem antes à realidade, são algo em si e por si só.

Excetuando-se essa obra, o que mais pode ser dito a favor do sujeito? Timecop é seu maior sucesso. TIMECOP. Seu maior personagem, sua melhor atuação é um soldado-mendigo-atormentadopelaguerra. Alô!? Stallone, mostra para ele como fazer direito isso aí.

Caímos então no paradoxo do início desse texto: JVCD existe, ele está lá registrado em película para toda a posteridade, assim como os desenhos do Liefeld, e no entanto, mesmo assim, aquilo é nada. Não é, de nenhuma maneira, o vácuo: um vazio espacial sensível a ser preenchido, não não, JVCD vai muito além disso, conseguindo a façanha mór de estar na tela mas não ocupá-la, de encarnar grandes personagens e mantê-los absolutamente vazio, de transformar filmes que poderiam ser grandes e históricos em meras fitas de sessão da tarde.

Um verdadeiro soldado veterano boladão!

Jean Claude está além do vácuo, pois não pode ser preenchido por matéria, mas sim capaz de anulá-la.

O Grande Dragão Branco é imutável, irretocavel e incontinuável. Há ali todo o resumo e se o “ator” tivesse vindo ao mundo apenas para encenar aquele papel, teria feito sua contribuição à humanidade, tornado o mundo um lugar melhor e depois partido. Teria alcançado patamares inlcalculáveis para, a partir disso, se tornando um homem muito maior que sua estatura indicaria de incio. Mas não, ele insiste, ainda hoje, ele insiste.

Nenhum filme de Van Damme me emocionou ou se tornou minimamente memorável. A não é claro por ser uma catástrofe que beira a Hecatombe. E por algum motivo que me escapa ele ainda faz filmes, meu deus do céu!

Não há o que acrescentar. Mesmo. A não ser o unico momento memorável que prova a existência irrefutável do NADA

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Uma resposta para “JCVD como confirmação da teoria do nada (ou Como que pode ser tão chato)

  1. O último filme dele, “JCVD”, é a sua redenção. O único filme imperdível, depois do grande dragão branco..

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